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  • Foto do escritorValeska Petek

Tinder: e o que ele pode te ensinar sobre processos seletivos


Nossos relacionamentos amorosos e nossa carreira pertencem a âmbitos diferentes da vida. Mesmo assim, a comparação entre aplicativos de relacionamento e processos seletivos é uma analogia útil, que pode te ajudar a compreender melhor a dinâmica da tomada de decisão em uma contratação e, portanto, repensar suas estratégias ao trocar de emprego.


Vem comigo! 👇


A ESCOLHA ENTRE ✅ ou ❎


Cada usuário de um aplicativo de relacionamento tem seu perfil: com fotos, uma curta descrição e informações extras que variam conforme o design de cada app. Na tela, diante de uma apresentação (quase infinita) de opções, ao visualizar os perfis uns dos outros, aperta-se ✅ (sim) ou ❎ (não), para sinalizar o interesse naquela pessoa. Caso haja um interesse mútuo, há um match, e abre-se a possibilidade de os usuários conversarem entre si.


Em um paralelo com um processo seletivo, esse sistema assemelha-se à etapa de triagem dos currículos. Afinal, diante de informações resumidas em poucas páginas (em um currículo enviado pelo candidato, que ao fazer isso já sinalizou seu interesse pela posição), o profissional responsável pelo processo decide se há interesse em conversar com ele (ou seja, se haverá um match), considerando os critérios da vaga em aberto.

Além disso, a ideia de que um recrutador toma essa decisão em até 10 segundos é verdadeira. Reforço que há um momento em que a leitura do currículo é feita de forma completa; mas não na triagem inicial. Conto mais sobre isso em Como funciona um processo seletivo: o que todo candidato precisa saber.


O NERVOSISMO DO PRIMEIRO ENCONTRO 🙈

A dinâmica de um app como o Tinder possibilita a conexão entre pessoas que ainda não se conhecem pessoalmente. Assim, caso a etapa online sinalize uma possível compatibilidade, parte-se para um contato presencial. Neste contexto amoroso, o primeiro encontro costuma revelar informações extras, principalmente relacionadas ao comportamento, o que ajudará no processo de decisão (se haverá um segundo encontro, por exemplo).


No contexto profissional, caso a análise curricular sinalize uma possível compatibilidade com a vaga, parte-se para um contato ao vivo (que pode ser uma entrevista online e/ou presencial). É o momento em que o recrutador pode avaliar aspectos como conhecimentos técnicos, experiências, soft skills, aderência à cultura organizacional, entre outros.


É importante lembrar que, assim como em um encontro romântico, no "encontro profissional" (equivalente à entrevista) todos os envolvidos têm poder de decisão. Ou seja, o candidato também avalia se tem interesse na posição e na empresa. Para se aprofundar nesse aspecto, recomendo a leitura de O Que Perguntar na Entrevista de Emprego: 5 sugestões estratégicas.


OU VAI 💘, OU RACHA💔


Na vida amorosa, após alguns encontros há uma nova decisão: havendo interesse de ambos, um relacionamento se desenvolve. Nos casos de maior vínculo (como um casamento), é celebrado um contrato que formaliza a união.


Da mesma maneira, no que se refere à carreira, ambos os envolvidos (organização e candidato) optam por um dentre dois caminhos: investir na relação profissional (por meio da formalização de um contrato de trabalho) ou não.


Em ambos os contextos, há um grande peso no processo de escolha. Afinal, contratos podem ser rompidos, mas há consequências para ambos: além das financeiras, recai sobre o candidato a frustração de recomeçar a busca por emprego, enquanto a empresa precisa investir tempo em um novo processo seletivo e em treinamentos.


Ah, na decisão do "ou vai, ou racha", vale mais optar pela segunda opção do que insistir em uma vaga que não reflete o que você busca para sua própria carreira, mesmo que outras pessoas a considerem uma oportunidade imperdível. Recomendo a leitura de LinkeDisney: e por que você deveria parar de se comparar com os outros.

Seja no empenho para encontrar um parceiro para a vida amorosa, ou na busca pela vaga dos sonhos, é fundamental ter as estratégias adequadas para que você se engaje no que realmente combina com você! :)


O que fazer agora?


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Artigo publicado originalmente aqui.

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